Nome popular: mamangava-de-chão.
Distribuição
Bombus (Fervidobombus) pauloensis é amplamente distribuída na América do Sul, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Sua ocorrência abrange países como Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru. No Brasil, é encontrada em diferentes biomas, incluindo Mata Atlântica, Cerrado e áreas de transição com a Amazônia.
Caracterização Taxonômica
Pertencente à família Apidae e subfamília Bombinae, B. pauloensis é uma abelha robusta, de coloração preta com faixas amarelas no tórax e no abdômen. Mede entre 18 e 23 mm, com fêmeas geralmente maiores que os machos. As asas apresentam uma coloração translúcida amarronzada. Sua morfologia é adaptada para a coleta de pólen e néctar, com uma língua relativamente longa que permite acessar flores profundas.
Hábitat
Essa espécie prefere ambientes com vegetação densa e diversificada, mas também é encontrada em áreas agrícolas, pomares e campos abertos. É uma abelha tolerante a variações climáticas, ocupando altitudes que variam do nível do mar até montanhas acima de 2.000 metros.
Nidificação
Bombus pauloensis nidifica geralmente no solo, utilizando cavidades abandonadas por roedores ou outras depressões naturais. Os ninhos podem conter de 50 a 200 abelhas, dependendo da disponibilidade de recursos e do estágio de desenvolvimento da colônia.
Entrada do Ninho
A entrada do ninho é discreta e geralmente camuflada por vegetação ou detritos. O orifício de entrada tem cerca de 1 a 3 cm de diâmetro, facilitando o acesso das operárias enquanto dificulta a entrada de predadores.
Características do Ninho
Os ninhos de B. pauloensis são construídos com uma mistura de cera e material vegetal. As células de cria são dispostas de forma desorganizada, característica das espécies do gênero Bombus. A colônia é anual, com rainhas fundando novos ninhos na primavera e colônias declinando no final do outono.
Informações para Manejo
A criação de Bombus pauloensis é uma prática crescente devido à sua importância como polinizadora de cultivos agrícolas, como tomate, pimentão e berinjela. Para o manejo adequado, recomenda-se:
•Instalação de caixas-ninho artificiais: Feitas de madeira ou plástico, simulando cavidades naturais.
•Temperatura e umidade controladas: Idealmente entre 20-28°C e umidade relativa acima de 50%.
•Oferta de alimento artificial: Durante períodos de escassez, pode-se fornecer xarope de açúcar e pólen coletado previamente.
•Monitoramento frequente: Inspeções regulares ajudam a prevenir ataques de predadores e parasitas, como ácaros e besouros cleptoparasitas.
Plantas Visitadas
Essa espécie é uma excelente polinizadora, visitando uma ampla variedade de plantas nativas e cultivadas. Algumas das espécies mais frequentemente visitadas incluem:
•Solanaceae: Solanum lycopersicum (tomate), Capsicum spp. (pimentão e pimenta)
•Fabaceae: Glycine max (soja), Phaseolus vulgaris (feijão)
•Asteraceae: Helianthus annuus (girassol), Bidens pilosa
•Rosaceae: Rubus idaeus (framboesa), Malus domestica (macieira)
•Cucurbitaceae: Cucumis sativus (pepino), Cucurbita maxima (abóbora)
•Myrtaceae: Psidium guajava (goiaba), Eucalyptus spp.
Bombus (Fervidobombus) pauloensis desempenha um papel crucial na polinização de ecossistemas naturais e agrícolas. Sua conservação e manejo são essenciais para garantir a sustentabilidade da agricultura e a manutenção da biodiversidade.